15 dicas para a amamentação

Amamentação: o leite materno é um alimento único, exclusivo para o recém-nascido, contendo os nutrientes necessários para o seu crescimento e desenvolvimento em quantidade, proporção e qualidade adequadas.

A digestão e aceitação do leite materno pelo bebê são fáceis, pois seus componentes (proteínas, gorduras, etc.) são de origem humana, diferente das formulações artificiais, que contêm componentes provenientes de outras fontes (leite de vaca, coco, soja, etc.)

Por esse motivo, o leite materno não causa alergias e intolerâncias.

O leite materno é rico em anticorpos, protegendo o bebê de diarreia, infecções respiratórias e alergias. Pela sua proporção calórica adequada, o aleitamento materno reduz o risco de obesidade infantil, aumento do colesterol e diabetes mellitus no futuro.

Possui relação direta com o desenvolvimento cognitivo, ou seja, da coordenação motora, atenção, memória, etc.

Auxilia no desenvolvimento da musculatura da cavidade oral, por meio da sucção, facilitando processos de respiração, deglutição e fala.

Sem falar no estímulo da troca de carinho e afeto entre mãe e filho, contribuindo para estabelecer o vínculo afetivo.

As recomendações da Organização Mundial de Saúde relativas à amamentação são as seguintes:

  • As crianças devem fazer aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade. Ou seja, até essa idade, o bebê deve tomar apenas leite materno e não deve dar–se nenhum outro alimento complementar ou bebida.
  • A partir dos 6 meses de idade todas as crianças devem receber alimentos complementares (sopas, papas, etc.) e manter o aleitamento materno.
  • As crianças devem continuar a ser amamentadas, pelo menos, até completarem os 2 anos de idade.

15 dicas para a amamentação:

Lave as mãos com água e sabonete sempre que for amamentar o bebê.

Escolha uma posição confortável, com apoio para seus braços, costas e pés.

Coloque o bebê de frente para você, de modo que o corpo e a cabeça fiquem alinhados, e encoste o corpo dele no seu.

A cabeça e o corpo do bebê devem estar firmemente apoiados em suas mãos e braços.

O queixo do bebê deve permanecer encostado na mama e o nariz afastado, para permitir a respiração adequada.

Não empurre a cabeça do bebê em direção à mama, pois pode dificultar a pega.

O bebê deve abocanhar a maior parte da aréola mamária, com preferência pela borda inferior. A maior parte da aréola ficará dentro da boca do bebê.

Os lábios do bebê devem estar virados para fora e a língua deve envolver o bico da mama durante a amamentação.

O bebê dá algumas mamadas fortes, para um pouco, mama mais e assim por diante.

Durante a sucção, o bebê deve mexer a mandíbula num movimento semelhante à mastigação, e é possível ouvir a deglutição. Se as bochechas estiverem encovadas e o bebê estiver fazendo barulhos altos para mamar, a pega está incorreta.

Não segure o bico das mamas com os dedos em forma de tesoura; isso pode interromper o fluxo de leite nesta região.

A maneira correta de segurar as mamas é usar o polegar e os outros dedos formando a letra “C’.

No final da mamada, se o bebê não soltar a mama, coloque seu dedo mínimo no canto da boca e ele soltará o mamilo sem machucar.

Levante o bebê apoiando a cabeça dele até arrotar. Depois, coloque-o deitado de lado para que ele não engasgue, se regurgitar. Um travesseiro pode ajudar a mantê-lo nessa posição.

A pega adequada do bebê durante a amamentação é o principal fator para um ganho de peso adequado e para que não ocorra lesões nas mamas.

Dicas para cuidar das mamas.

  • As mamas devem sempre ter o suporte de um sutiã de algodão, próprio para amamentação.
  • Os mamilos devem ter cuidados especiais, evitando abafá-los com protetores especiais e mantê-ls secos e limpos, sem retirar excessivamente a oleosidade natural da pele.
  • Para auxiliar na prevenção e tratamento das fissuras mamárias (caso ocorram), use a Millar.
  • A Millar não faz mal para o bebê e não é necessário retirar a pomada antes das mamadas.

Fontes e Referências:

Secretaria Municipal de Saúde – Núcleo de Aleitamento Materno da EERP-USP

Organização Mundial de Saúde

Aché/ Millar

 

 


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