Alimentação saudável e como ela nos influencia desde a infância

Alimentação saudável é importante desde a infância.

Desde pequenos aprendemos sobre a importância de fazer uma refeição completa e nutritiva. Quem nunca ouviu da mãe que só era possível se levantar da mesa depois de terminar a refeição?

Mas por que com o passar do tempo abrimos mão de nos nutrirmos de forma tão completa e caímos no ciclo vicioso do rápido, prático e altamente calórico?

De acordo com A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada no ano de  2018 e divulgada em julho de 2019 pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018. É um aumento de 67,%. 

Uma forma de combater a realidade apresentada nesses dados alarmantes é a buscar mudar a percepção pública da alimentação, principalmente das novas gerações. Para a nutricionista clínica, Marinna Reis, a mudança de comportamento é algo que vem desde cedo. “É fundamental criar uma rotina alimentar e não fazer o uso de barganhas e chantagens envolvendo a alimentação da criança.

Para tornar as preparações mais atrativas para as crianças, é interessante utilizar propostas lúdicas na montagem dos pratos, fazendo alguns desenhos com os alimentos, o uso de louças e talheres próprias para o público infantil também é uma forma de aumentar a aceitabilidade de alimentos mais in natura”, explica a especialista  em Nutrição Hospitalar pelo Instituto Israelita de Pesquisa Albert Einstein.

Começando desde cedo com a alimentação saudável …

Da mesma forma em que a alimentação na vida adulta se vê cercada de mitos que devem ser desmistificados, a infantil também está. Essas influências populares, para Marinna exigem o cuidado redobrado dos pais, já a saúde de uma criança não deve ser tida como algo experimental. “São alguns credos populares como o que as crianças precisam se alimentar de 3 em 3 horas. Isso não é verdade! É preciso respeitar as necessidades fisiológicas da criança em relação à fome”.

Alimentação saudável e que cabe no bolso

Existe a ideia popular que quanto mais “limpa” a alimentação, maior o investimento financeiro. E em um cenário econômico complexo como o atual, algumas pessoas podem acabar optando por alimentos mais baratos, mesmo que isso signifique uma maior carga de agrotóxicos ou conservantes, por exemplo.

Uma alternativa, de acordo com a nutricionista Marinna Reis, é a higienização dos alimentos como verduras, frutas e vegetais quando a compra de orgânicos não for uma  alternativa por motivos de orçamento. “A dica que dou, é para realizar a higienização correta de alimentos in natura, para retirar ao máximo as sujidades e microrganismos que podem ser nocivos à nossa saúde.

Para realizar a higienização, usa-se hipoclorito de sódio, que é facilmente em encontrado em supermercados. Dessa forma, é possível ter uma alimentação variada, segura e saudável”, pontua a especialista.

Cuidado com a Internet!

Em época de redes sociais há um exagero de informações e com isso é fácil ter acesso a uma dieta e/ou plano alimentar que não sejam ideais para o seu corpo e , com isso, acabar interpretando como verdade algumas desinformações sobre alguns alimentos e nutrientes.

Marinna Reis reforça a importância de um acompanhamento nutricional com um especialista e ainda pontua a necessidade de desmistificar  boatos sobre certos alimentos. Sendo eles:

  • Leite faz mal. “Vejo essa colocação sendo muito popularizada entre as pessoas, e ao contrário do que elas pensam o leite é um alimento completo rico em cálcio em minerais. Ele só é prejudicial, se o indivíduo tiver intolerância à lactose e alergia à proteína do leite”, esclarece a nutricionista.
  • Carboidratos são vilões. “Não, carboidratos não são vilões desde que bem prescritos e adequados às suas necessidades calóricas. Carboidratos provêm energia essencial para o seu cérebro e seu sistema nervoso central. O problema está no consumo em excesso de carboidratos refinados, e aqueles ricos em açúcares, adicionados de conservantes e corantes químicos”.
  • Ovo aumenta colesterol. “É claro que se você ingerir uma quantidade muito alta desse alimento, associado a hábitos ruins de vida certamente seu colesterol irá aumentar. No entanto, o ovo por si só não tem tamanho potencial para tanto”.
  • Produtos sem glúten e sem lactose são sempre mais saudáveis. “De forma alguma! A indústria facilitou muito a vida das pessoas que possuem algumas intolerâncias e alergias. Ao contrário do que se imagina, a maioria destes alimentos industrializados contém alta quantidade de gordura, açúcar e outros aditivos químicos. De quebra, ainda tende a ser mais calóricodo que o convencional”.
  • Sucos e dieta detox. “Muitas dietas e sucos que prometem “desintoxicar” o corpo de impurezas não têm nenhum apoio científico. Nosso corpo já faz um bom trabalho por conta própria. O corpo humano é, naturalmente, projetado para combater e remover resíduos, como toxinas, substâncias químicas e outros compostos que podem ter acúmulo de produtos potencialmente tóxicos e prejudiciais no nosso sistema”.
  • Dietas funcionam. “Nem todas as dietas funcionam para todas as pessoas. Um plano alimentar individualizado de acordo com suas preferências e restrições, é o seu melhor aliado na busca por hábitos mais saudáveis e uma maior qualidade de vida”.

SOBRE MARINNA REIS – CRN1 8806:

Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), Pós-Graduada em Nutrição Hospitalar – Instituto Israelita de Pesquisa Albert Einstein,Pós-Graduada em Nutrição Esportiva Funcional, Pós-Graduada em Nutrição Esportiva Credenciada pelo método Nutricoaching.

Marinna atualmente é membro da  Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e membro júnior da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN).Membro da Associação Brasileira de Nutrição Materno Infantil (ABRANMI).

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