Amamentação prolongada: minha filha ainda mama com 2 anos e 4 meses

Oie mamães que acompanham o MamãeBox, tudo bem?

Hoje venho contar um pouco da minha experiência com a amamentação e já estamos na amamentação prolongada rs.

Minha filha, com 2 anos e 4 meses, ainda mama, bastante tempo, não é ? Confesso que ainda não consegui me preparar para o tal do desmame. Ela simplesmente ama mamar e eu também. O vínculo é enorme, não sei nem explicar. Claro que ela só mama mesmo antes de dormir, assim mesmo muito rapidinho, um aconchego apenas, e ela já dorme.

O nome já diz o que é, né: AMAmentar 😉

Desde que engravidei sabia que queria amamentar e estava decidida, e também já tinha decidido sim pela amamentação exclusiva por 6 meses, que iria amamentar minha filha com certeza. Persistiria, leitura, informação, rede de apoio, faria de tudo, e assim foi para seguir em frente com a amamentação.

Karina nasceu e nos primeiros momentos de vida da minha pequena, a obstetra a colocou no meu colo e em seguida iniciamos os trabalhos e aprendizados da amamentação.  No início não é fácil, não é mesmo. A questão da pega correta, dores, cansaço, tudo novo, adaptação, um aprendizado mãe e filha.

Eu chamava a todo instante a enfermeira para me ajudar, verificar se estava tudo certinho, se eu estava fazendo certo, se a pega estava correta. Tive total apoio e incentivo à amamentação o tempo inteiro na Maternidade, da minha família, do meu marido.

Essa questão da amamentação natural é realmente um aprendizado e exige muita paciência e persistência. Se descuidarmos, devido a toda dificuldade inicial, desconfortos, muitas vezes até falta de apoio, de informação, a mãe pode desistir. Mas, enfim, as primeiras mamadas são desconfortáveis sim, mãe e filho estão se encontrando, se conhecendo, adaptando, aprendendo, e é importante que a mãe não desista e insista mesmo. 

Voltando lá na maternidade, após estes primeiros dias de maternidade, fomos para a casa e continuamos com cuidado e persistência na amamentação de 3 em 3 horas. Eu anotava tudo em um caderninho que separei para a amamentação, registrando as mamadas, lado direito, horário, lado esquerdo início e término … (hoje em dia existem diversos aplicativos que ajudam neste momento, mas eu não conhecia, teria usado com certeza, pois facilita e auxilia com diversos registros do bebê, amamentação, sono etc).

Muitas vezes, o tempo da mamada era menor que de 3 em 3 horas, às vezes 2 em 2h, quase realmente livre demanda. Depois, mais tarde, já estava em livre demanda. Era o tempo todo… Rs, mas já adaptadas e confortável.

Um livro que recomendo, que foi um dos meus livros de cabeceira, minha mãe teve e depois eu comprei na gravidez, foi o livro “A vida do Bebê” do Dr. De Lamare.

A vida do Bebê

Agora, voltando aos primeiros momentos e primeiros dias … aos pouquinhos fomos nos adaptando, encontrando uma maneira confortável para minha pequena mamar e para eu amamentar.

Esta dificuldade é especialmente comum nos primeiros dias da amamentação, porque o recém-nascido sente muita fome e precisa ser alimentado praticamente o tempo todo. Por isso, ao abocanhar o seio, ele pode estar ansioso. Nossa, minha filha ficava desesperada para mamar, agarrava o peito com vontade Rs.

Além disso, a boca do recém-nascido ainda é pequena. Mas tudo isso tem solução, pois a Mãe Natureza fez os bebês e fez também os nossos seios para alimentá-los, é o previsto e o que é o mais natural e não é para que sigamos com dor ou desconforto.

É questão de tempo, e precisamos apenas ajudar o nosso bebê a abocanhar o seio da forma correta, na pega correta , a tal da pega. (Depois farei um post com referências sobre a Pega correta para a amamentação).

Então, o grande desafio que encontramos, especialmente nos primeiros dias da amamentação, é a sensibilidade dos mamilos.
O bico do seio pode ficar avermelhado, dolorido, ou até mesmo rachado. Sim, a dor inicial (pelo menos pra mim) foi enorme, não chegou a sangrar (em alguns casos ocorre mesmo), mas tive um pouco de fissura no início, muitaaa dor mesmo, parecia que K estava mordendo o bico do seio … mas, para auxiliar nas mamadas, após cada mamada, usava duas pomadas que aliviavam e ajudavam a continuidade da amamentação até que os bicos ficassem firmes e fortes para seguir na amamentação sem dor e bem tranquila (foi o que aconteceu e ajuda mesmo).

Então as pomadas tem a função de auxiliar e a acalmar a região e não deixar fissurar, reduzindo a dor e a sensibilidade enorme que se tem no inicio. Usei duas pomadas: 1- Lansinoh e 2- MotherLove

Conheça um pouco sobre cada Pomada:

– “Lansinoh” (Creme de Lanolina) ou equivalente, produto de lanolina modificada. A lanolina é hidratante e cicatrizante.

– “Motherlove” Creme para mamilos – natural, com óleo de oliva e calêndula.

Intercalava as duas. Recomendo as duas sem problema algum para o bebê. Usei nos primeiros dias, pelo menos, se não me engano e está me faltando a memória, durante uns 15 dias, depois disso, pelo menos eu, não precisei mais, pois meus seios foram se adaptando à amamentação, melhorando e reduzindo bem as dores, dores sumindo e não mais rachando etc.

Existem mais alguns produtos naturais disponíveis no mercado, mas estou recomendando os que eu mesma utilizei com sucesso.

Com o tempo as dores irão reduzir, os mamilos ficarão menos doloridos. Cuidando direitinho e com o tempo, não haverá mais dor ou desconforto.

Talvez você precise utilizar também um protetor mamário, ou “absorvente de seio”. A função principal desse produto é absorver o leite que “vazar” quando você não está amamentando, e evitar o desconforto da fricção do mamilo dolorido contra a roupa. Nossa, é horrível mesmo, não dá nem para encostar nada. Ui. No início é brabo.

No caso de “leite vazando”, troque os protetores com frequência, para que seus mamilos possam “respirar”. Nos primeiros dias em casa é melhor até deixar os seios completamente descobertos, para que os mamilos se recuperem mais rapidamente. Fiz muito isso! 😉

Outro remédio natural é o próprio leite. Após amamentar, passe um pouco do seu próprio leite no bico do seio para hidratação. Ajuda a cicatrizar também. E, sempre, converse, tire suas dúvidas com o seu médico, com o pediatra do bebê. Se informe sempre. Não desista, persista 🙂

Passada esta fase inicial, já estamos com 2 anos e 4 meses de amamentação. Claro que K já come de tudo, óbvio, tem toda a rotina organizada, mas tem o seu horário da mamada e seguimos com a amamentação prolongada. O vínculo mãe e filha é demais de muito forte !!!

O ministério da Saúde orienta a amamentação exclusiva por 6 meses e complementar até os 2 anos. No meu caso, não pensava em seguir com a amamentação complementar por mais do que 12 meses. Na realidade não sabia como seria. Fomos seguindo em frente. Achava que K, após a introdução dos alimentos, etc, com sua rotina organizada, deixaria o peito, mas não foi o caso, também não estimulei o desmame e seguimos até hoje.

É perfeito, amo demais, mas confesso que vai ficando cansativo, natural o cansaço, e no nosso caso, tem um pequeno agravante, tem horas que K quer mamar na madrugada…. ui, respiro e vamos que vamos, viro zumbi rs, mas seguimos amamentando … Mas, faz parte, e acredito que chegará o momento certo que deixaremos a amamentação.

Super meu apoio e incentivo a amamentação exclusiva e prolongada. Só tem benefícios!!! Para mãe e filho.

E, por aí, como foi mamães? Alguma mamãe também seguiu na amamentação prolongada? Como foi o momento do desmame, ocorreu naturalmente? Compartilhe a sua experiência neste post conosco.

Um beijo enorme com muito carinho.

Karin Saavedra, CEO do MamãeBox e mãe da Karina.

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