Autocuidado durante e após a gestação

Durante a gestação ocorre uma grande mudança no corpo da mulher. E com essas transformações algumas adaptações precisam ser feitas, inclusive na rotina de autocuidado com a pele na gestação.

“Em primeiro lugar, a gente tem que ter muita consciência que vários ativos e tratamentos, em especial todos os injetáveis, são contraindicados durante a gravidez”, diz a dermatologista Roberta Zaffari Townsend.

A médica, que acabou de ter bebê, conta quais estão sendo as suas escolhas de beleza e as alterações que precisou fazer em sua rotina de autocuidado da pele na gestação.

“Tive de adaptar alguns ativos em minha rotina home care. Retirei os retinóides, por exemplo, que são contraindicados na gestação e priorizei o uso de ativos mais seguros como ácido hialurônico, vitamina C e ácido azelaico,” diz Roberta.

Segundo ela, o mercado tem carência de ativos prontos e de fácil acesso para o uso das gestantes para seu autocuidado na gestação. “Recomendo às futuras mães procurarem um dermatologista para criarem uma rotina home care bem bacana que possa ser usada durante a gestação.”

Quadros mais comuns

Sobre os quadros dermatológicos que podem piorar ou terem relação com a gestação, a acne está entre eles. “Isso ocorre por conta das mudanças hormonais relacionadas ao momento. Inclusive eu tive acne”. Na busca por contornar a situação de forma segura, a especialista conta que gosta bastante da associação do ácido glicólico e o ácido azelaico, também podendo criar fórmulas com as substâncias para ajudar nessa questão.

Outra queixa recorrente na gestação é o surgimento ou intensificação do melasma ou da tendência à pigmentação.

“É importante o uso do filtro solar, principalmente do protetor físico. A versão química pode ter um pouco mais de absorção, enquanto o físico vai atuar como uma barreira. Eu troquei e intensifiquei o uso do meu filtro solar buscando evitar pigmentar a pele por manchinhas que são difíceis de serem tratadas posteriormente, criando fórmulas para o melasma com ácido tranexâmico e azelaico”, conta a médica.

Com relação a estrias, continua valendo a recomendação básica: hidratação. “A estria tem caráter genético, então tem pessoas que vão ter uma predisposição maior. A distensão da pele pode levar à formação de cicatrizes e é interessante prevenir com os cuidados possíveis”, diz ela. “Isso não significa que fazer o uso desses cremes vai evitar as estrias. Se a paciente tem essa tendência, provavelmente ela vai ter estrias mesmo assim.”

Para essa queixa, a Roberta conta que as opções prontas são mais fáceis de serem encontradas, e destaca que a frequência também pode impactar no resultado. “Eu usava hidratantes ou óleos várias vezes ao dia, toda hora que era possível eu estava passando. Essa reaplicação constante é bem importante, sempre deixando a pele tanto da barriga quanto das mamas – áreas mais suscetíveis ao aparecimento de estrias – extremamente hidratadas”. Mas se mesmo com esses cuidados as estrias aparecerem é possível se valer de alguns procedimentos para tratar as cicatrizes. “Depois da gestação a gente pode tratar as estrias com laser e vários outros tratamentos que se pode lançar mão se ficarem essas sequelas da gravidez.” 

Agora, se a questão for a pele seca, a recomendação no autocuidado na gestação é usar hidratantes específicos para cada área. “Para os membros inferiores eu usava um hidratante que tinha ativos para melhorar a circulação das pernas, a base de centella, por exemplo. Para a região abdominal e das mamas eu optava por cremes que contam com ativos ideias para evitar o aparecimento das estrias. E para o resto do corpo também usava cremes específicos com maior tendência de hidratação.”

Como fica o cabelo?

Durante a gestação, a tendência é que ele se fortaleça.

“Se tem mais cabelo pelo estímulo hormonal do feto. Quando o bebê nasce, isso é suspenso e a partir daí acontece um eflúvio telógeno”. A dermatologista explica que essa queda pode durar meses, mas é transitória. E mesmo que não seja feito nenhum tipo de tratamento o cabelo volta a crescer. “É uma queda autoresolutiva. Claro que a gente tem que investigar se essa mãe não está com anemia ou desenvolveu outra doença, como hipotireoidismo. Ou se está com deficiências vitamínicas que pioraria a queda.” Caso não seja apenas os reflexos do pós-parto, é possível tratar a situação com suplementação, produtos tópicos e até mesmo laser.

O bebê nasceu. E agora?

Depois que o bebê nasce, já é possível a mãe iniciar alguns procedimentos. “É uma fase que a gente já pode ir usando mais os recursos da dermatologia, claro que com muita cautela”.

Roberta lembra que muitas vezes a mãe está com a autoestima baixa, já que não pode fazer os tratamentos que desejou muito na gestação. E entre os procedimentos possíveis, a toxina botulínica, por exemplo, é um dos que podem ser feitos mesmo durante a amamentação. “Existe uma liberação da Sociedade Brasileira de Pediatria permitindo o uso da substância.” Além disso, aparelhos como o ultrassom microfocado e alguns lasers também podem ser realizados.

“Em alguns casos particulares, se pode fazer uso de injetáveis como preenchedores, mas ainda não há um consenso, sendo necessário avaliar cada caso em específico,” finaliza.

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