Nascimento com a presença do papai requer cumplicidade e disposição do casal

Nascimento com a presença do papai: Presenciar a chegada do bebê requer cumplicidade e disposição do casal, mas pode ser traumático para o homem.

Durante o acompanhamento pré-natal as futuras mamães já idealizam o parto, mas o sonho ‘delas’ pode ser o pesadelo ‘deles’. Por isso, a escolha do acompanhante deve ser discutida pelo casal. Por mais que a mamãe queira seu companheiro junto, às vezes, é melhor ele aguardar do lado de fora. Muitos homens têm medo, aflição ou, simplesmente, aversão a procedimentos cirúrgicos. E o que fazer nessa hora?

 Na hora do nascimento a presença do papai na sala de cirurgia não é obrigatória. As vovós também podem ser boa companhia nessa hora. Mas, o desejo do casal deve prevalecer. “Se quiserem que ele esteja presente na sala de parto, há regulamentações que garantem esse direito”, diz Patrícia Bader, psicanalista e coordenadora de psicologia do Hospital e Maternidade São Luiz.

Patrícia refere-se à Resolução nº 36, item 9.1, sancionada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que autoriza o serviço de saúde a permitir acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Isso não significa que a mulher seja obrigada a estar com alguém no dia do parto, mas pode optar por isso.

Estudos científicos comprovam que a presença de acompanhante por ocasião do parto traz diversos benefícios, como diminuir as taxas de cesárea e os pedidos de anestesia, além de ajudar a evitar a depressão pós-parto. Quando o papai assiste o parto, há maior cumplicidade com o bebê, já que testemunha os primeiros momentos do filho.

Para os papais que já tomaram a decisão, a dica é manter-se tranquilo. Ajudar a esposa a arrumar a mala que será levada ao hospital, aprender o caminho da maternidade e visitar suas instalações é essencial. Assistir a vídeos de partos de outras crianças também ajuda a se familiarizar com a situação e a descobrir se terá ou não coragem de acompanhar o nascimento do filho.

Mas, lembre-se: Mais importante do que a presença na “hora H” é a participação durante o processo gestacional, dando apoio, acompanhando as consultas médicas, cursos para casais grávidos, escolha do nome e do enxoval do bebê. “Esse companheirismo marca mais a mulher do que a presença no nascimento”, conclui a psicanalista.

Revista Sempre Materna

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