Semana Mundial de Aleitamento Materno, #amamente

Entre os dias 01 e 07 de agosto acontecerá a Semana Mundial da Amamentação.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno faz parte de uma história mundial focada na Sobrevivência, Proteção e Desenvolvimento da Criança.

amamentarEste ano o tema é: Amamentação: uma chave para o desenvolvimento sustentável

Desde sua criação em 1948 que a Organização Mundial de Saúde – OMS tem entre suas ações aquelas voltadas a saúde da criança, devido a grande preocupação com a mortalidade infantil.

Em 1990, de um encontro organizado pela OMS e UNICEF resultou um documento adotado por organizações governamentais e não governamentais, assim como, por defensores da amamentação de vários países, entre eles o Brasil.

O documento chamado “Declaração de Innocenti” apresentou quatro objetivos operacionais:

• Estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação;
• Implementar os “10 passos para o sucesso da amamentação” em todas as maternidades;
• Implementar o Código Internacional de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno e todas as resoluções relevantes da Assembléia Mundial de Saúde;
• Adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.

Com o objetivo de seguir os compromissos assumidos pelos países com a assinatura do documento, foi fundada em 1991 a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação – WABA. Essa Organização criou no ano de 1992 a Semana Mundial de Aleitamento Materno, para promover as metas da “Declaração de Innocenti”.

A Semana Mundial é considerada como veículo para promoção da amamentação. Ocorre em 120 Países e, oficialmente, é celebrada de 1 a 7 de agosto. A WABA define, a cada ano, o tema a ser trabalhado na Semana, lançando materiais que são traduzidos em 14 idiomas. Entretanto, a data e o tema podem ser adaptados em cada País a fim de que seja obtido mais e melhores resultados do evento.

No Brasil, o Ministério da Saúde coordena a Semana Mundial de Aleitamento Materno desde 1999. Sendo responsável pela adaptação do tema para o nosso País e elaboração e distribuição de cartaz e folder. Tem o apoio de Organismos Internacionais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, Sociedades de Classe e ONGs.

Consulte sobre a SMAM no site da WABA

 

Como alcançar o desenvolvimento sustentável com
a proteção, promoção e suporte ao aleitamento materno?

A amamentação é uma forma natural e de baixo custo de alimentar bebês e crianças. É acessível para todos e não sobrecarrega o orçamento doméstico como a alimentação artificial. A amamentação contribui para a redução da pobreza.

O aleitamento materno exclusivo com a continuação da amamentação por dois anos ou mais ,fornece nutrientes de alta qualidade e adequada energia que pode prevenir a fome, a desnutrição e a obesidade. O aleitamento materno também significa segurança alimentar infantil.

A amamentação melhora significativamente a saúde, o desenvolvimento e a sobrevivência de bebês e crianças. Também contribui para melhorar a curto ou a longo prazo a saúde e o bem estar das mulheres que amamentam.

O aleitamento materno e a complementação de forma adequada são fundamentais para o aprendizado. O aleitamento materno e os alimentos complementares de boa qualidade contribuem significativamente para o desenvolvimento mental e cognitivo e, assim, promovem a aprendizagem.

A amamentação é o grande equalizador, dando a cada criança um começo justo e melhor de vida. A amamentação é um direito único das mulheres e elas devem ser apoiadas pela sociedade para amamentar de forma otimizada. A experiência de amamentar pode ser gratificante e estimulante para a mulher pelo fato dela estar em controle da alimentação do bebê.

O aleitamento materno sob livre demanda proporciona toda ingestão de água que o bebê precisa, mesmo em clima quente. Por outro lado, a alimentação artificial requer acesso a água potável, higiene e saneamento.

A amamentação implica em menos consumo de energia quando comparado com as indústrias na fabricação de fórmula infantil. A amamentação também contribui para a redução do consumo de água e gás em casa.

As mulheres que amamentam e são apoiadas por seus chefes, são mais produtivas e leais ao emprego. A proteção a maternidade e outras políticas favoráveis no local de trabalho, tornam mais possível para a mulher conciliar a amamentação com o trabalho e emprego. Empregos dignos devem atender às necessidades das mulheres que amamentam, especialmente aquelas em situações precárias.

Com a industrialização e urbanização os desafios de tempo e espaço tornaram-se mais proeminentes. As mulheres que amamentam e trabalham fora de suas casas precisam de gerenciar estes desafios e serem apoiadas por seus empregadores, pelos familiares e pela comunidade. As creches próximas aos locais de trabalho, as Salas de Apoio a Amamentação e os intervalos para a amamentação podem fazer uma grande diferença.

A prática da amamentação difere em todo o mundo. O aleitamento materno precisa ser protegido, promovido e apoiado entre todos, porém em particular entre os pobres e grupos vulneráveis. Isto ajudará a reduzir as desigualdades.

Na agitação das grandes cidades, as mulheres que amamentam e seus bebês precisam sentir seguros e bem vindos em todos os locais públicos. Em situações de desastre e crises humanitárias, as mulheres e as crianças são as mais afetadas. As gestantes e mulheres que amamentam necessitam de apoio especial nestas situações.

 

A amamentação é uma fonte natural de nutrição e sustento, saudável, viável, sustentável, em poluir e depredar o meio ambiente.

 

O aleitamento materno protege a saúde infantil e a nutrição em tempos de adversidades e desastres relacionados com o clima devido ao aquecimento global.

Amamentação implica em menos desperdícios em comparação com alimentação com fórmula infantil. A produção industrial de fórmula infantil, bem como a sua distribuição, estão ligadas a lixos poluentes nos oceanos que afetam a vida marinha.

A amamentação é ecológica em comparação com a alimentação com fórmula infantil. A produção de fórmula infantil implica na criação de gado leiteiro, que muitas vezes degrada os recursos naturais e contribui para as emissões de carbono e as mudanças climáticas.

A amamentação é consagrada nas estruturas e convenções dos direitos humanos. As legislações e políticas nacionais para proteger e apoiar as mulheres que amamentam e os bebês precisam garantir para que seus direitos sejam respeitados.

A Estratégia Global para a Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância promove a colaboração multissetorial, e pode construir em cima de várias parcerias para apoiar o desenvolvimento através de programas e iniciativas em prol do aleitamento materno.

Existe a Lei 16.161 que vale para todo o Município de São Paulo e garante o direito das mães de alimentarem os seus filhos em locais públicos. O estabelecimento que proibir a amamentação pode receber uma multa no valor de R$ 500. Se você passar por uma situação assim, deve fazer a denúncia do local, chamando a polícia na hora ou registrando uma ocorrência do caso.

Fonte: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=377

Fonte2: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1868&sid=368


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