Síndrome do ovário policístico: A doença que atinge mais de 11% das mulheres

No mês de março a Dra. Amália Lucy orienta sobre cuidados com a saúde feminina e destaca a síndrome do ovário policístico.

Conhecido como mês das mulheres, por ter uma data especial dedicada a elas, março traz à tona diversas discussões, englobando a saúde física e mental desse sexo que de frágil só tem o estirpe.

Dentre os problemas de saúde temos a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), que é a endocrinopatia mais comum de mulheres em idade reprodutiva.

Segundo a National Institute of Health (NIH) atinge mais de 11% da população feminina e proximamente 7% delas em idade fértil, podendo levar essas mulheres a infertilidade anovulatória.

Descrita em 1935, ainda há muito a aprender, mas já se sabe que a SOP é uma doença multifatorial, que causa alterações nos níveis hormonais de androgênios e insulina e normalmente é caracterizada pela alta produção de testosterona, menstruação irregular e pequenos cistos nos ovários.

A SOP pode ser de origem genética ou adquirida, mediada por comorbidades como a obesidade e diabetes tipo 2.

Segundo estudos, também se pode fazer a ligação da doença com a resistência corporal à insulina, desequilibrando as vias relacionadas ao metabolismo, fome, saciedade.

Segundo a endocrinologista, Dra. Amália Lucy, “A Síndrome do Ovário Policísticos muitas das vezes não é percebida e, quando notada, é frequente a negligência para o início do tratamento.

O surgimento de pelos no rosto, acne excessiva, atrasos frequentes na menstruação e obesidade, podem estar atrelados à SOP “, explica.

A disfunção hormonal pode acarretar outros problemas físicos que são os maiores incômodos das mulheres, como por exemplo a produção excessiva de testosterona, que faz crescer pelos em regiões indesejadas e pode levar a infertilidade, que afeta cerca de 40% das mulheres com SOP.

Outros dados revelam que cerca de 90 a 95% das mulheres anovulatórias que procuram clínicas de infertilidade possuem a doença.

A obesidade e a constante dificuldade no emagrecimento, atrasos frequentes na menstruação e acne devem chamar atenção para o diagnóstico.

Além da temida infertilidade, existem casos graves da doença em que a paciente desenvolve doenças cardiovasculares, câncer do endométrio, diabetes, apneia do sono e esteatose hepática (gordura e inflamação no fígado).

A Dra. Amália Lucy ressalta que se você tem alguns desses sintomas citados acima, procure o seu médico e realize a investigação. “Assim como a maior parte dos problemas de saúde, há um tratamento a ser feito. Entretanto, é preciso um diagnóstico preciso, pois outras doenças podem provocar sintomas semelhantes, como a síndrome de cushing e a hiperplasia adrenal congênita”, diz.

Amália Lucy Soares Querino
Clínica Geral e Endocrinologista
Professora da Faculdade de Ciências Médicas IPEMED
Leblon: Av. Ataulfo de Paiva, 135 Sl 1411. 21.25122041/997005986
Barra: Américas Medical City, Av. Jorge Curi, 550, Sala 255. 21.2284-0649
LinkedIn: Amália Lucy Querino
Currículo lattes: http://buscacv.cnpq.br/buscacv/#/espelho?nro_id_cnpq_cp_s=6113926879581707 


Deixe seu comentário