Vacinas infantis, vem saber quando devem ser tomadas e pra que servem

Vacinas infantis, vamos falar sobre o panorama das vacinas infantis.

Eu sou uma pessoa extremamente curiosa e sempre quero saber o porquê de tudo, principalmente no que se trata dos cuidados com nossos filhos. Tipo criança naquela fase, que vive perguntando “Por que, mãe?”. 

Uma coisa que sempre despertou a minha curiosidade é justamente sobre as vacinas infantis, por que devemos dar tantas vacinas nos nossos filhos e os motivos para ser uma coisa controlada.

Pensando nisso eu preparei um “check list” das vacinas infantis obrigatórias, segundo o último calendário de vacinação de 2012, quando devem ser tomadas, para que servem e se dão reação.

Divirta-se e aproveite para matar a sua curiosidade e tentar entender também!

Vem saber tudo sobre as vacinas infantis:

Ao nascer:

BCG ID – A BCG é a vacina dada no braço direito. Ela protege contra tuberculose e suas formas mais graves. A tuberculose é uma doença transmitida de pessoa para pessoa através de espirros, saliva e respiração. Ela pode ser muito agressiva em bebês, causando morte.  

Depois da vacina leva um tempo para aparecer um vermelhinho na região. Esse vermelho vai se transformando em uma ferida,até que fique uma cicatriz.  Esse processo leva tempo. E até os seis meses do baby tem que estar concluído. Não se deve, de maneira nenhuma, colocar nada no local e nem tirar a casquinha. Se ao seis meses, a marquinha ainda não tiver aparecido deve-se repetir a vacinação.

HEPATITE B (1ª dose) –  Essa vacina é dada até 12 horas depois do nascimento. A Hepatite B pode ser transmitida para o bebê no momento do parto, ou se necessária transfusão de sangue.  São 3 doses, porém as duas subsequentes estão dentro da pentavalente. É possível que ela provoque febre, e nesse caso, deve ser usado o antitérmico recomendado pelo pediatra. Mas só de a medicação se ocorrer a febre. Antitérmicos não previnem a febre.

2 meses:

PENTALVALENTE (1ª dose) – A vacina Pentavalente é uma vacina combinada. Ela é uma união da vacina Tetravalente com a vacina Hepatite B, ou seja, a partir de agora ao invés de duas aplicações será necessário apenas uma injeção.  A criança fica imunizada contras as seguintes doenças: Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b e a Hepatite B. Essa é a vacina que da reação e causa tanto sofrimento em pais e bebês. No local da picada pode-se usar compressas com água da torneira (não é gelada nem quente, é natural mesmo) e se aparecer febre, antitérmico.

POLIOMELITE INATIVADA (1ª dose) – Desde agosto de 2012, ficou decidido que as crianças devem tomar primeiro  essa vacina antes das gotinhas, são duas doses. A terceira dose já é a gotinha. Essa vacina protege contra a paralisia infantil.

ROTA VÍRUS HUMANO (1ª dose) – Meu marido chame de picolé de rota vírus. Isso porque a vacina é oral e é geladinha. O Brasil é o primeiro país a colocar essa vacina como obrigatória. O Rota vírus é uma doença que causa vômitos, diarreia e mais um monte de inhaca nas crianças. A forma de contágio é fecal e oral, por isso é sempre importante lavar as mãos. Depois que a vacina é aplicada, aconselha-se a separar as fraldas dos bebês por uma semana, em sacos próprios de lixo para não que acha o menor contato possível da família. As reações são pouco comuns, mas ela pode causar febre, diarreia e vômitos. Se isso acontecer é preciso procurar o hospital para hidratar a criança.

PNEUMOCÓCICA 10 (1ª dose) – Essa vacina protege as crianças de bactérias tipo pneumococo, que causam doenças graves como meningite, pneumonia, otite média aguda, sinusite e bacteremia. A vacina é administrada em três doses e mais um reforço. A primeira dose é oferecida no segundo mês de vida, a próxima aos quatro e seis meses. O reforço é feito aos 12 meses. A bactéria é contagiosa e transmitida de pessoa para pessoa, principalmente em ambientes fechados, sendo esse um dos motivos para as crianças de creche terem o risco aumentado de doença pneumocócica.

3 meses:

MENINGOCÓCICA C (1ª dose) –  Essa vacina protege as crianças da bactéria meningocóco C, que causa mais meningite em crianças de até 4 anos.A vacina é aplicada com injeção em duas ou três doses no primeiro ano de vida. Um reforço aos 15 meses é recomendado. Se a criança maior de um ano ainda não foi vacinada, a dose é única. Algumas reações após a aplicação podem ocorrer, como dor no local e febre. Nestes casos, compressas frias no local e antitérmicos são recomendados caso a dor seja forte e a febre alta. Dados demonstram que 60% das meningites, inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e medula espinhal, são causadas pela bactéria do meningococo C.

A transmissão é de pessoa para pessoa por meio do beijo e secreções expelidas pela tosse, fala ou espirro. Não à toa, especialistas desaconselham as mães a assoprarem a sopinha da criança para esfriar antes de levar à boca do filho. Uma infinidade de bactérias reside na boca de uma pessoa adulta.

4 meses: São repetidas todas as vacinas dos 2 meses.

5 meses: Repete-se a vacina dos 3 meses.

6 meses: Repete-se as vacinas dos 2 e 4 meses. Porém não tem o picolé de Rota Vírus e da poliomelite é oral.

A partir dos 9 meses:

FEBRE AMARELA –  A vacina da febre amarela é dada a partir do nono mês para crianças que residam em área de risco ou que vão viajar para áreas onde exista a doença. Ela deve ser repetida a cada 10 anos. É importante se informar na sua cidade se é área de risco ou não. Para quem vai viajar a vacina deve ser feita 10 dias antes.

12 meses:

TRÍPLICE VIRAL – Como apresenta no próprio nome, a Tríplice Viral protege a criança de três doenças: Sarampo, Rubéola e Caxumba. É uma vacina combinada e é aplicada através de injeção em dose única aos 12 meses de idade e um reforço entre os quatro e seis anos de vida ou nas campanhas de segmento. Não é necessária a aplicação de mais de duas doses.

Reforço:  PNEUMOCÓCICA 10

15 meses:

Reforço: MENINGOCÓCICA C e POLIOMELITE ORAL

TRÍPLICE BACTERIANA – Protege a criança de três doenças: Difteria, tétano e coqueluche. É uma vacina combinada e é aplicada através de injeção em 5 doses, aos 2, 4 e 6 meses, através da vacina Pentavalente  e dois reforços apenas com a Tríplice Bacteriana (DTP) ao 15 meses e o segundo entre 4 anos e 6 anos.  Depois da aplicação pode ocorrer febre baixa, irritabilidade e dor no local da aplicação. Para isso compressa de água da torneira e antitérmico.

Com 4 anos se deve reforçar a tríplice bacteriana e dar a segunda dose da tríplice viral. E não se esqueça de ficar ligada nas campanhas de vacinação!

por Luísa Aranha do Blog Mamãe Neura

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