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Aleitamento Materno: Quais benefícios da amamentação para mães e bebês

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Especialista destaca os impactos da amamentação no desenvolvimento infantil e compartilha orientações nutricionais para gestantes e lactantes 


O aleitamento materno é amplamente reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para a promoção da saúde infantil e materna. Seus benefícios vão além da nutrição, com impactos significativos no desenvolvimento cognitivo das crianças, na prevenção de doenças e na redução dos custos para os sistemas de saúde pública.


Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância  (UNICEF) recomendam que a amamentação seja iniciada ainda na primeira hora após o parto, mantida de forma exclusiva até os seis meses de vida e continuada, juntamente com a introdução alimentar adequada, até os dois anos ou mais.


Os efeitos positivos do aleitamento materno são amplos e duradouros, beneficiando tanto o bebê quanto a mãe. Para os pequenos, o leite materno representa a principal fonte de proteção imunológica nos primeiros meses de vida, reduzindo comprovadamente o risco de infecções respiratórias, diarreias, otites, obesidade, asma, diabetes tipo 1 e até a síndrome da morte súbita infantil (SIDS), além de promover melhorias no desempenho cognitivo e no desenvolvimento emocional. 


Para as mães, amamentar diminui o risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2, hipertensão e síndrome metabólica, além de auxiliar na recuperação pós-parto e fortalecer o vínculo afetivo com o bebê.


Diante de tantos benefícios, a amamentação deve ser entendida não apenas como uma escolha individual, mas como uma prática que precisa ser incentivada, protegida e apoiada por toda a sociedade. 


Segundo a Dra. Marcelo Reges, médica e professora de Nutrologia na Afya Goiânia, garantir que mães recebam orientação adequada e apoio durante o pré-natal e o pós-parto é essencial para o sucesso do aleitamento. “O leite materno é um recurso natural, completo e acessível, com potencial de salvar vidas e transformar o futuro de milhares de crianças. Ele é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida, pois contém todos os nutrientes necessários, anticorpos que fortalecem a imunidade e é de fácil digestão”.


Além disso, a especialista destaca a importância na promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho, que reduz riscos de doenças respiratórias, diarreias e até obesidade no futuro. “Nosso papel como profissionais de saúde é oferecer informação de qualidade e apoio contínuo para que mais mulheres possam amamentar de forma segura, tranquila e com confiança”, afirma a médica.


Hábitos alimentares saudáveis favorecem o aleitamento materno durante a gravidez e o período de amamentação, a alimentação materna e a hidratação adequada também desempenham papel importante para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.


A recomendação é priorizar uma dieta equilibrada, rica em proteínas magras, frutas, legumes, verduras, carboidratos integrais e gorduras saudáveis, além da ingestão de cerca de 2,5 a 3 litros de água por dia.


Em alguns casos, pode ser necessária a suplementação de nutrientes como ferro, cálcio, vitamina D, ômega-3, iodo e vitamina B12, sempre com orientação médica. Especialistas também alertam que este não é o momento ideal para dietas restritivas ou perda de peso acelerada, já que a produção de leite exige aporte adequado de energia e nutrientes. “A qualidade da alimentação materna influencia diretamente o bem-estar da mulher nesse período e contribui para que o organismo tenha condições adequadas para a produção de leite”, explica Dra Marcela.


Outro cuidado importante é limitar o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, cafeína em excesso e evitar bebidas alcoólicas durante a amamentação. A orientação é realizar pequenas refeições ao longo do dia e observar possíveis reações do bebê a determinados alimentos, sem excluir itens da dieta de forma preventiva ou sem recomendação profissional. Além disso, médicos reforçam a necessidade de cautela com o uso de “chás milagrosos” e receitas caseiras, pois algumas ervas podem não ser seguras nesse período. “Muitas mulheres recebem orientações sem embasamento científico durante a amamentação, por isso é fundamental buscar acompanhamento profissional antes de restringir alimentos ou utilizar substâncias que possam trazer riscos para a mãe e o bebê”, ressalta a especialista.


 
 
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