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Seu mamilo rachou? Cuidados essenciais durante a amamentação

  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

A amamentação é um dos primeiros e mais importantes cuidados com a saúde do bebê, oferecendo todos os nutrientes necessários de forma natural e fortalecendo sua proteção desde os primeiros meses de vida. O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e sua continuidade, junto à introdução alimentar, até os dois anos ou mais. Além de nutrir, o leite materno ajuda a proteger contra infecções e alergias e está associado à redução do risco de diversas doenças ao longo da vida.


Além dos benefícios para a saúde, a amamentação é um momento de afeto e cuidado que fortalece o vínculo entre mãe e filho. No entanto, esse processo também pode ser acompanhado de dor e desconforto quando não ocorre de forma adequada. Um dos principais desafios são as fissuras nos mamilos, que podem provocar sangramentos, dor intensa e feridas que, se não tratadas, podem evoluir para inflamações. A Dra. Luiza Drumond, médica obstetra, explica os principais cuidados que as mães precisam ter nesse momento para evitar complicações.


Como surgem as rachaduras no mamilo e os riscos para a saúde da mãe?


“As fissuras mamilares, popularmente conhecidas como rachaduras nos mamilos, estão principalmente relacionadas à pega incorreta do bebê, à sucção muito intensa ou ao uso inadequado da bomba de extração de leite. No entanto, também podem surgir devido ao excesso de umidade na região ou ao ressecamento da pele. Quando não tratadas, as fissuras podem se tornar uma porta de entrada para bactérias, podendo resultar em infecções na mama, como mastite ou candidíase mamária, e até mesmo levar à interrupção do aleitamento materno”, explica a especialista.


Nesse momento, é fundamental ter cuidado com a desinformação e com receitas caseiras sem comprovação científica, que podem agravar o problema. Para garantir um tratamento eficaz e seguro, preservando a saúde da mãe e o bem-estar do bebê, é essencial seguir orientação médica.


Confira as principais recomendações da obstetra:

Ajustar a pega do bebê – Corrigir a pega é fundamental para prevenir e tratar fissuras, já que a sucção inadequada continua machucando a região. O bebê deve abocanhar não apenas o mamilo, mas parte da aréola, com a boca bem aberta e o corpo alinhado ao da mãe.


Mantenha a região seca – Manter a região dos mamilos seca entre as mamadas é um cuidado essencial para a recuperação das fissuras. O excesso de umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias, aumentando o risco de infecções e dificultando a cicatrização. O uso de absorventes descartáveis com material respirável e boa capacidade de absorção, como os modelos Ultimate Protection, pode ajudar a manter a pele seca e protegida ao longo do dia. O uso de sutiãs confortáveis também é recomendado.


Delicadeza na higienização – Não é necessário lavar os mamilos com sabonete a cada mamada ou esfregar a região. O excesso de higienização pode ressecar e irritar a pele, prejudicando a cicatrização das fissuras e aumentando o desconforto.


Hidratação adequada – A hidratação é fundamental para restaurar a barreira de proteção da pele e favorecer a cicatrização das fissuras. Uma opção são as pomadas de lanolina 100% natural, que podem ser aplicadas diretamente na região e são seguras para o bebê, sem necessidade de remoção antes da amamentação.


Cuidado com soluções caseiras – O uso de alimentos na região, como receitas com mamão e limão, não é recomendado. Essas frutas são ácidas e podem irritar ainda mais a pele já lesionada, alterar o pH local e favorecer infecções.


Atenção ao uso de antissépticos – Substâncias como álcool, água oxigenada e iodo não devem ser aplicadas em mamilos fissurados. O uso desses produtos pode irritar ainda mais a pele lesionada e prejudicar o processo de cicatrização. Também não é recomendado utilizar pomadas com antibióticos ou corticoides sem prescrição médica, nem cremes com fragrâncias, pois podem causar irritação e agravar o quadro.


Quando procurar ajuda?

“A avaliação médica deve ser procurada sempre que a dor for muito intensa, persistente ou não apresentar melhora mesmo com os cuidados adequados. Fissuras que sangram com frequência ou sinais de infecção também exigem atenção. Entre os principais sinais estão vermelhidão, aumento da temperatura local, febre e saída de secreção purulenta. Dor em pontadas na mama pode indicar candidíase mamária e também deve ser investigada. Se, mesmo com a correção da pega e os cuidados com a região, a fissura não evoluir bem, é fundamental buscar orientação médica”, orienta a obstetra Luiza Drumond.

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