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A lição que não está nos livros: o que a mochila nova ensina sobre o futuro dos jovens

  • Foto do escritor: Redação MamãeBox
    Redação MamãeBox
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Janeiro chega com o cheiro de papel novo e o desafio recorrente de equilibrar as contas

domésticas. Para muitas famílias, a lista de material escolar é vista apenas como um custo a ser minimizado. No entanto, sob o olhar da educação financeira, esse momento é um dos laboratórios práticos mais ricos para a formação de uma consciência econômica sólida.


A alfabetização financeira vai muito além de saber somar e subtrair; ela mora na

capacidade de entender que todo recurso é finito. No Brasil, o tema já ganhou relevância institucional ao ser incluído como diretriz transversal pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Mas, embora a escola apresente a teoria, é em casa que o comportamento se consolida.


Dados da Universidade de Cambridge mostram que os hábitos financeiros básicos são formados até os sete anos de idade, uma janela de oportunidade que não pode

ser negligenciada. Muitas vezes, a pressão por consumo acaba falando mais alto.


Pesquisas do SPC Brasil revelam que uma parcela considerável dos pais acaba fazendo compras por impulso para satisfazer desejos imediatos dos filhos. É aqui que entra o papel do diálogo estratégico: em vez de excluir a criança do processo para evitar conflitos, o ideal é trazê-la para o centro da decisão.


"Não precisamos ser pais para entender que o consumo por impulso na infância reflete

uma lacuna na compreensão de valor. O material escolar é a primeira ferramenta de

gestão que uma criança maneja. Quando propomos o reaproveitamento de itens ou o

cumprimento de um orçamento, estamos ensinando o conceito de preservação de

patrimônio e de custo de oportunidade.", reforça Victor Savioli, Cofundador da Velotax. Especialista em crédito e tecnologia com anos de experiência na área de risco de crédito do Banco de Investimento J.P. Morgan.


O conceito de "Nudge" (Teoria do Cutucão), da economia comportamental, sugere que

pequenos estímulos moldam grandes decisões. Ao delegar aos jovens a missão de

pesquisar preços ou avaliar se o estojo do ano passado ainda cumpre sua função, estamos estimulando o pensamento crítico em vez do automatismo do consumo.


A verdadeira educação financeira não se ensina com planilhas complexas, mas com limites claros e a coragem de transformar um momento de gasto em um investimento no capital intelectual e emocional da próxima geração.


Ao final, a lição mais valiosa da volta às aulas não estará dentro da mochila, mas na

maturidade de quem aprendeu a escolher o que vai dentro dela.


Victor Savioli é Cofundador da Velotax. Especialista em crédito e tecnologia

com anos de experiência na área de risco de crédito do Banco de

Investimento J.P. Morgan

 
 
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