Alimentação infantil na praia: o que levar, o que evitar e como proteger a saúde das crianças no calor
- Redação MamãeBox

- 16 de jan.
- 2 min de leitura
Especialistas explicam como prevenir desidratação e intoxicações alimentares
durante dias de sol e mar
Dias de praia estão entre as lembranças mais afetivas da infância, marcadas por brincadeiras, liberdade e gasto intenso de energia. Mas, por trás do cenário de sol e mar, o calor excessivo, a exposição solar prolongada e o consumo de alimentos fora das condições ideais de refrigeração impõem desafios à saúde das crianças.
Nesses contextos, a atenção de pais e responsáveis, especialmente em relação à alimentação e à hidratação, é fundamental. A falta de cuidados pode transformar momentos de lazer em episódios de desconforto gastrointestinal, desidratação e até intoxicações alimentares.
De acordo com especialistas, o principal aliado da família é o planejamento. “A atenção começa antes mesmo de sair de casa. Crianças são mais vulneráveis à ação de bactérias presentes em alimentos mal conservados, e o calor acelera esse processo”, explica Daniel Valle, professor da pós-graduação em Pediatria da Afya Itaperuna. Segundo ele, a escolha correta dos alimentos e o cuidado com o armazenamento fazem toda a diferença para garantir um dia tranquilo. “Uma bolsa térmica adequada e opções simples evitam episódios de mal-estar que podem interromper o passeio”, completa.
A alimentação das crianças na praia exige atenção especial, não apenas à segurança dos alimentos, mas também à leveza das refeições. Segundo a médica Marcela Reges, professora de Nutrologia da Afya Goiânia, o calor e o aumento da atividade física tornam fundamental evitar comidas pesadas ao longo do dia. “Na praia, o ideal é oferecer alimentos leves, refrescantes e fáceis de digerir, que forneçam energia sem ‘pesar’ no estômago. O calor já deixa a criança mais cansada, e refeições muito pesadas podem causar estufamento, mal-estar e sonolência”, explica a especialista.
A recomendação é priorizar opções naturais e pouco processadas, como frutas frescas, lanches simples e snacks saudáveis, que ajudam a manter o equilíbrio nutricional, favorecem a hidratação e garantem disposição para aproveitar o dia com mais conforto e segurança.
Outro ponto que exige atenção redobrada é o consumo de alimentos vendidos na areia. Embora façam parte da cultura das praias brasileiras, esses produtos nem sempre são armazenados ou manipulados em condições adequadas de higiene e conservação, o que aumenta o risco de contaminação, especialmente para as crianças, que desidratam e passam mal com mais facilidade do que os adultos.
A professora de Nutrologia orienta que a observação cuidadosa é fundamental antes da compra. “É importante verificar se o alimento está protegido do sol, se há refrigeração adequada e se o vendedor mantém cuidados básicos de higiene, como mãos limpas e utensílios apropriados. Na dúvida, o mais seguro é não oferecer à criança”, alerta.
A hidratação também é um cuidado indispensável. Com a exposição ao sol e a atividade física intensa, as crianças perdem líquidos mais rapidamente. Por isso, a oferta de água deve ser frequente, mesmo quando a criança não pede.













