Anticoncepcionais e canetas emagrecedoras: acompanhamento médico pode evitar uma gravidez indesejada
- Redação MamãeBox

- 16 de jan.
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O uso das chamadas canetas emagrecedoras, indicadas para o tratamento da obesidade e do sobrepeso, tem crescido de forma significativa nos últimos anos. No entanto, um ponto importante que merece atenção, especialmente entre mulheres em idade reprodutiva: a possível interação desses medicamentos, especialmente os análogos do GLP-1.
Ainda que não inativem diretamente o hormônio do anticoncepcional oral, algumas dessas medicações podem reduzir a eficácia ao interferir no esvaziamento gástrico e na absorção intestinal, pois podem causar náuseas, vômitos ou diarreia, especialmente na fase inicial do tratamento. Nem todas as pacientes apresentarão esse efeito, mas é um risco que não deve ser ignorado, principalmente quando o objetivo é evitar uma gravidez não planejada.
Segundo o médico ginecologista Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, para avaliar um possível comprometimento da proteção contraceptiva, a orientação médica individualizada é fundamental.
“Ao iniciar o uso de canetas emagrecedoras, é essencial revisar o método contraceptivo utilizado. Em algumas situações, pode ser necessário associar ou substituir o método, garantindo maior segurança contraceptiva”, explica.
Além do risco de falha contraceptiva, a automedicação ou o uso sem acompanhamento adequado pode aumentar a chance de efeitos adversos, como alterações gastrointestinais, desequilíbrios hormonais e impacto no ciclo menstrual.
Por isso, antes de iniciar qualquer tratamento para emagrecimento, a recomendação é sempre buscar orientação com o seu médico de confiança. O acompanhamento ginecológico permite avaliar o método mais adequado para cada mulher, considerando seu histórico de saúde, estilo de vida e planos reprodutivos, promovendo mais segurança, eficácia e tranquilidade.













